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Edição Junho 2010
Mais distância da velha Política Demagôgica

Muito oportunas e importantes as informações do Presidente da Associação dos Administradores de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC) a respeito do processo de locação de imóveis que, com a nova Lei de 25 de Janeiro, teve complementados os regulamentos trazidos pela Lei do Inquilinato de 1991.
Edição Março 2010
A falta de foco em nossa realidade

Da maior atualidade e relevância esta exposição do diretor da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Luiz Antonio Pinazza, nosso entrevistado. Trata-se de matéria que deveria ser exaustivamente divulgada, em nível nacional, com vistas à conscientização daqueles que amam verdadeiramente nosso país.
O potencial que representam os nossos rios Tietê e Pinheiros

A parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura, tão necessária para a salvação da cidade de São Paulo do caos, felizmente está dando sinais de realidade. A exposição do secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras deixa o leitor com mais esperanças.
Edição Setembro 2009
Sobre a degradação do meio ambiente de nossas cidades

Nossos conceitos sobre meio ambiente e sua legislação não amadureceram ainda o suficiente para distinguirmos o meio ambiente nas cidades e o meio ambiente nas zonas rurais.
Edição Maio/Junho 2009
Sobre nosso planos habitacionais

A distância que separa a política habitacional da realidade em que vivemos sempre foi e continua sendo assustadora. Não é à toa que continuamos assistindo, há muitas décadas, ao crescimento do nosso déficit neste gravíssimo problema.
Edição março 2009
Educação, progresso e crescimento

Política educacional consciente. Três palavras do presidente da Fiesp na entrevista desta edição que, se tivessem sido levadas a sério na história de nosso país, já teriam transformado este melancólico e preocupante quadro da sociedade brasileira.


Sobloco Informa
Dezembro 2009 - Ano 32 - nº 170

Editorial
 
O potencial que representam os nossos rios Tietê e Pinheiros

A parceria entre o governo do Estado e a Prefeitura, tão necessária para a salvação da cidade de São Paulo do caos, felizmente está dando sinais de realidade. A exposição do secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras deixa o leitor com mais esperanças.

É claro que, com o Rodoanel, com as seis pistas da marginal Tietê e com as demais obras anunciadas pelo secretário, poderemos contar com um relativo alívio nesta presente situação de absoluto sufoco. Mas ... não será a hora desta parceria "pensar grande" e tratar de enfrentar de verdade, e com a prioridade que precisa ser reconhecida, os problemas de nossos rios Tietê e Pinheiros?
Se imaginarmos estes dois rios limpos e disponíveis para o transporte fluvial, turismo e grandes empreendimentos, a cidade poderá traçar planos de envergadura, contando com outra preciosa parceria, a do setor privado. Quanto se poderia conseguir com estes dois rios limpos, atraentes! Com certeza, seriam da ordem de bilhões de reais os investimentos privados nas realizações de macro projetos que certamente ofereceriam espaço para incorporações imobiliárias, parques e jardins públicos, além, é claro, de contribuir enormemente para o descongestionamento. Um seguro garantido para o retorno de seus investimentos aos cofres públicos.

Será que estamos pensando no impossível, no inatingível? Afinal, há décadas que se ouve falar em gigantescas somas investidas enquanto que, como já citamos nestes editoriais, pouquíssimos resultados foram registrados e nem sequer medidas para impedir o despejo de esgoto no Rio Tietê "in natura", das populações de Guarulhos e de Osasco, foram tomadas! São 700 toneladas de esgoto lançados por dia no nosso rio!

É preciso ter em conta também que a população já demonstrou seu comportamento em locais em que o poder público deu seu exemplo. Basta citar o caso do Metrô de São Paulo, onde há o respeito e, com isso, a possível manutenção de nossos trens urbanos. Com certeza, com um rio limpo e atraente, poucos se atreveriam a jogar ali lixo e entulho.

Daí a razão de se indagar se estamos realmente dispostos à conquista desta meta que, na realidade, seria a redenção de São Paulo para colocá-la entre as mais belas cidades do mundo.
 
 
Desenvolvimento
Um programa para melhorar o trânsito de São Paulo
Ordenar o tráfego de passagem e estruturar o transporte de passageiros e de cargas são as principais metas do Programa de Desenvolvimento do Sistema Viário Estratégico Metropolitano de São Paulo. "São várias obras interligadas, em diferentes regiões da cidade, que preveem a melhoria do sistema viário como um todo", ressalta Marcos Rodrigues Penido, secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras. Pág. 2
 
Infraestrutura
Deficiências generalizadas
As deficiências na infraestrutura no Brasil impactam, de forma negativa, o desenvolvimento econômico e a inclusão social mais ampla", afirma o economista Josef Barat. Segundo ele, além do estado lastimável das rodovias e da ineficiência portuária, entre outros itens, a insuficiência na geração de energia elétrica representa uma ameaça permanente de "apagão". Pág. 3

Notícia
Espaço Cerâmica terá o maior shopping do ABC
Painel histórico é reinstalado no Espaço Cerâmica
Bandeira Pão de Açucar na Riviera
Riviera recebe a recertificação ISO 14001


Desenvolvimento

Uma parceria para desafogar o trânsito de São Paulo
O Sistema Viário da Região Metropolitana de São Paulo visa ordenar o tráfego

O governo do estado e a prefeitura de São Paulo uniram suas forças para combater um dos maiores males que transtornam o paulistano hoje: o trânsito caótico. E elaboraram o Sistema Viário
da Região Metropolitana de São Paulo, um conjunto de obras espalhadas pela cidade e seu entorno.
"Cerca de 50% do que é produzido no estado passa pela cidade de São Paulo, ocasionando enormes transtornos ao tráfego", afirma Marcos Rodrigues Penido, secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras. "É importante que haja um fluxo melhor desses valores e também uma perda menor, seja em tempo, seja em queima de combustível".
Segundo ele, o principal objetivo desse programa é ordenar o tráfego de passagem e estruturar o transporte de passageiros e de cargas na região metropolitana. "Além do ordenamento, visa também proporcionar melhor fluidez de veículos na cidade, permitindo que as pessoas gastem menos tempo nos seus deslocamentos".

Obras em andamento

Várias obras estão inseridas nesse programa. Uma delas, a ampliação da Marginal Tietê, já está em execução. Juntamente com o alargamento da Marginal Tietê, que ganhará mais três pistas de cada lado, está sendo executada também a complementação da via Jacu-Pêssego Sul, que irá até o Rodoanel. Desta maneira, o volume de tráfego que vem da região do Vale do Paraíba, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais não precisa mais passar dentro da cidade de São Paulo.
Complementando as melhorias no eixo da Marginal Tietê, várias obras estão em projeto, como o apoio norte, ligando desde a Vila Maria até a rodovia Anhanguera. "É um sistema complicado, pois não tem uma via de ligação direta, mas várias conexões para acessar os bairros sem passar pela Marginal", destaca o secretário. "O apoio sul à Marginal Tietê consiste num prolongamento da av. Marquês de São Vicente até o Aricanduva, funcionando como uma via intermediária entre a própria Marginal e a av. Radial Leste. Desta maneira, cerca de três milhões de pessoas que se deslocam da zona leste para trabalhar no centro ou na zona sul deixarão de passar pela Marginal, transformando-a de via de ligação entre os bairros para uma via expressa de acesso e direcionamento do trânsito da cidade".
Em fase de licitação, encontram-se o túnel da Sena Madureira, que ligará essa avenida com a Ricardo Jafet, e o túnel da Cruzeiro do Sul, um prolongamento dessa avenida até a Engenheiro Caetano Álvares, que vai possibilitar um acesso direto da malha viária da zona norte. Algumas operações urbanas já estão sendo desenvolvidas, como a Roberto Marinho, através da qual se encontra em licitação o prolongamento da av. Roberto Marinho até a Imigrantes, e também uma ponte ligando a continuação da av. Chucri Zaidan com o bairro do Morumbi. Dentro da operação urbana Faria Lima, está sendo executada toda a reurbanização do Largo da Batata, com a interligação do sistema de ônibus, de trens e de metrô. Está sendo desenvolvido também o programa de operação urbana da Vila Sônia, que permitirá a melhoria viária e a requalificação da região. Sem contar a operação urbana Água Branca, com um trecho já em obras e outro sendo contratado, o que vai permitir a melhoria de toda a malha viária da av. Francisco Matarazzo e da Marginal Tietê.
De acordo com o secretário, a zona sul, uma área extremamente povoada em que há grande carência de mobilidade, também será contemplada no programa, com um grande pacote de intervenções urbanas. Serão oito obras conectadas, entre as quais a reurbanização da Represa de Guarapiranga, com a criação de um grande anel viário; melhoramentos e alargamento na estrada de Itapecirica, na estrada do M’Boi Mirim, na estrada da Cachoeirinha, na estrada Belmira Marin e na av. Carlos Lacerda; implantação de um canal rodoviário na av. Sadamu Inoue e implantação do prolongamento da av. Carlos Caldeira Filho. "Nenhuma das obras está sendo pensada isoladamente", ressalta Marcos Penido. "Em todas elas, estamos procurando verificar a melhor distribuição de corredores de ônibus, de acesso, e implantação de terminais de ônibus e de metrô, para que não seja apenas uma via de transporte individual, mas um canal de distribuição do transporte coletivo intermodal. São Paulo é uma cidade que tem seis milhões de veículos e uma malha viária que não é compatível com o crescimento do número de veículos. Enquanto uma cresce em projeção geométrica, a outra cresce em projeção aritmética".


Infraestrutura

Falta de investimentos ameaça o desenvolvimento
As infraestruturas não acompanharam o crescimento e a diversificação da economia

Há um descompasso no Brasil entre a oferta de serviços de infraestrutura e a demanda reprimida. "Essas deficiências são visíveis tanto no efeito sobre a qualidade quanto sobre os aumentos de capacidade e maior abrangência de atendimento, por insuficiência de investimentos", analisa o economista e consultor Josef Barat. "Em meados dos anos 1990, a avaliação das condições das infraestruturas indicou deterioração acelerada das instalações fixas, declínio na qualidade dos serviços, colapso do suporte de financiamento público e esgarçadura da base institucional, com a perda da capacidade de planejamento governamental e de formulação de políticas de longo prazo. Tornou-se necessário, assim, redefinir o papel do Estado e implementar novos mecanismos para financiamento e operação, como as concessões e as parcerias público-privadas".
Apesar do grande avanço obtido com as concessões de serviços públicos e sua regulação na década atual, muitos setores ainda sofrem em decorrência das distorções do passado ou pela falta de investimentos. Entre eles, a logística e o transporte em geral – aeroportos, portos, rodovias e ferrovias – a energia hidrelétrica, o saneamento – principalmente esgotos e coleta e tratamento de resíduos sólidos e efluentes industriais. "Mesmo em casos mais bem sucedidos de concessão – como as telecomunicações – afloram as falhas operacionais e a lentidão na incorporação de novas tecnologias. A carência nas infraestruturas impacta, de forma negativa, o desenvolvimento econômico e a inclusão social mais ampla".

Falta de competividade

"Num mundo em que a economia é globalizada e as relações econômicas são altamente competitivas, um país que não dispõe de infraestruturas modernas e tecnologicamente avançadas fica para trás em termos de competitividade", analisa Barat. Entre os exemplos mais significativos, ele destaca o estado deplorável das rodovias, que eleva a insegurança e os custos operacionais do transporte, e a ineficiência portuária, que onera as nossas exportações. "Por outro lado, a deficiência na geração de energia elétrica representa ameaça permanente de ‘apagão’, que provoca queda nos níveis de produção. Cabe lembrar ainda os elevados custos de atendimento ambulatorial e internações hospitalares resultantes das insuficiências crônicas (ou ausências) nas infraestruturas de saneamento básico".
Como as infraestruturas não acompanharam o crescimento e a diversificação da economia brasileira, as atividades de produzir, escoar, distribuir ou embarcar a produção implicaram em redução da competitividade das exportações e encarecimento do consumo interno. "Tornou-se inadiável a provisão de um complexo de infraestruturas integradas, visando melhorar as condições de produção e aumentar os níveis de produtividade", enfatiza o economista. "No entanto, como atingir tal objetivo se a disponibilidade de recursos é restrita e as políticas públicas – apesar do alarde em torno do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – continuam a contemplar visões fragmentadas, com ênfase nas ações voltadas ao curto prazo? A concepção e a implementação de políticas públicas relacionadas com as infraestruturas devem considerar as sinergias e as complementariedades. Ou seja, é preciso que se tenha uma visão integrada dos diversos segmentos infraestruturais".
Josef Barat considera que, apesar das restrições impostas pela recessão prolongada que assolou o país por 25 anos, em muitos setores houve avanços extraordinários na incorporação de novos padrões de gestão e de novas tecnologias ao processo produtivo. "Isso resultou de um esforço contínuo do setor privado que, via de regra, não dependeu de planos ou iniciativas governamentais. Houve um crescimento significativo da produção física, geraram-se, direta e indiretamente, milhares de empregos, e centenas de cidades médias e pequenas prosperaram. Alteraram-se as cadeias produtivas assim como as logísticas de abastecimento e de escoamento, surgindo clusters de especialização. As infraestruturas de apoio, porém, não evoluíram juntamente com o Brasil".


Notícias

São Caetano do Sul

No Espaço Cerâmica, o maior shopping do ABC
A Multiplan divulgou, no começo do mês de novembro, seu projeto para a construção do Park Shopping São Caetano dentro do Espaço Cerâmica, empreendimento da Sobloco em São Caetano do Sul. Ao todo, serão 242 lojas, entre as quais 15 âncoras e megalojas, em 84,3 mil m² de área construída e 38,9 mil m² de área bruta locável.
O shopping terá ainda seis salas de cinema do tipo Stadium, praça de alimentação com 25 operações, além de restaurantes com áreas avarandadas e vista para o Espaço Cerâmica. O estacionamento contará com mais de 2 mil vagas.
O início da construção está previsto para março de 2010 e o shopping deverá ficar pronta até o final de 2011.

Resgate histórico
Um painel antigo, de valor histórico, foi retirado das instalações da antiga Cerâmica São Caetano, remontado e reinstalado num dos parques públicos do Espaço Cerâmica, permitindo o resgate de excelente obra artística.
 

 
Riviera

Recertificação ISO 14001
Pioneira na certificação ISO 14001 na área de empreendimentos de desenvolvimento urbano, a Riviera de São Lourenço teve sua recertificação recomendada por mais três anos. A aprovação se deu após intensa análise efetuada pelos auditores da ABS Quality Evaluation, quando foram avaliados documentos e inspecionadas as instalações da Estação de Tratamento de Água, do Laboratório de Controle Ambiental, da Central de Triagem de Recicláveis e das oficinas mecânicas, entre outros locais.
 
Visita internacional
A norte-americana Lisa Kurrass e o nigeriano Osita Okoli, respectivamente presidente mundial e presidente regional para a África da Fiabci – Federação Internacional das Profissões Imobiliárias, fizeram questão de visitar a Riviera de São Lourenço quando vieram ao Brasil para a entrega do Prêmio Master Imobiliário. Na ocasião, eles se declararam impressionados com o respeito ao meio ambiente, assim como com o exemplo de proteção à Mata Atlântica, a sustentabilidade e o constante cuidado com o ecossistema verificados no empreendimento.


Bandeira Pão de Açúcar
Inaugurado, em outubro, o supermercado da rede Pão de Açúcar no local onde ficava o antigo Armazém Geral, na Riviera de São Lourenço. Com uma área de vendas de 2.500 m² e cerca de 20 mil itens, foram investidos no empreendimento R$ 1,5 milhão em reformas e adequação da unidade. Foi efetuada uma ampliação de 10% no quadro de pessoal, que passou a contar com 300 funcionários diretos e indiretos.


Notícias Sobloco
Tradition Brooklin
Sobloco apresenta o Tradition, seu novo lançamento residencial no Brooklin
Construção sustentável
Entregue aos moradores mais um edifício construído com Sistema completo de Gerenciamento de Resíduos
Edifício Biarritz
Mais um lançamento pé na areia na Riviera de São Lourenço
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