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Sobloco Informa Junho 2011 - Ano 33 - nº 176
Editorial
Uma reflexão sobre nossa legislação Em artigo publicado no Jornal O Estado de São Paulo em 30 de abril último, o deputado Aldo Rebelo traz para a consideração do leitor informações importantes e que neste momento em que se discute o Novo Código Florestal Brasileiro, precisam ser do conhecimento de todos. Assim diz o deputado: "Os agricultores brasileiros em sua maioria prefeririam ver-se livres da obrigatoriedade da Reserva Legal sob o argumento de que ela não existe em nenhuma legislação do mundo, mas terão que conviver com ela na proporção de 80% na Amazônia e 20% em outras regiões".
Em outro trecho de seu artigo, comenta o deputado Aldo Rebelo: "O Brasil continuará definindo como APP (área de proteção permanente) as terras de altitude superior a 1800 metros, o que tornaria inviável a civilização no altiplano boliviano e peruano e em boa parte da Ásia e da Europa, mas aqui será norma. Teremos o arcabouço legal mais protecionista da natureza de todo mundo e assumiremos que um produtor brasileiro da Amazônia terá destinado 80% de sua propriedade para Reserva Legal, sem que, em contrapartida, seu concorrente europeu ou norte americano guarde 1% sequer para a mesma finalidade e continuará plantando tranquilamente nas margens do Rio Reno, do Danúbio ou do Mississipi." Convém esclarecer que Reserva Legal significa área intocável para fins de agricultura. Será que nós brasileiros estamos mais preparados que o resto do mundo? Ou ainda precisamos de mais reflexão? E o deputado conclui em seu artigo: "Somos uma nação em processo de formação e amadurecimento, portadora de características únicas de generosidade, mas também de traços de crença ingênua na boa vontade do mundo.
É bom que conservemos a generosidade herdada de nossa formação social, mas a elite política, intelectual e empresarial tem o dever de ajudar a educar a nação sobre os riscos e desafios com que se depara a construção de um país pacífico, democrático, socialmente equilibrado e senhor de seu destino."
Meio Ambiente
Caminhos para o agronegócio sustentável
Como tornar o agronegócio mais sustentável do ponto de vista social e ambiental é o tema do estudo Focus/Visão Brasil. Foi feita uma análise integrada dos quatro principais setores do agronegócio: soja, cana-de-açúcar, pecuária e florestas plantadas.
Mercado
Vale a pena investir em imóveis? Comprar imóvel é sempre bom, seja para morar, instalar uma empresa ou para alugar como complemento de renda. Segundo o economista Luiz Calado, o momento atual é propício para a aquisição de imóveis novos. Pág. 3
Notícias
• Jornalistas do jornal francês Libération visitam a Riviera • Continua com adesão total a coleta seletiva de lixo: 3,5 toneladas • Sobloco promove curso sobre sustentabilidade para educadores de Bertioga • Hospital São Luiz terá unidade no Espaço Cerâmica • Forno Cerâmico é restaurado • Balanço de 2010 confirma a solidez da Sobloco
Meio Ambiente
Uma avaliação inédita do agronegócio O desafio de incorporar práticas sustentáveis
O futuro do agronegócio no Brasil no contexto de um modelo de produção sustentável foi o tema do estudo Focus/Visão Brasil, desenvolvido pelo Funbio – Fundo Brasileiro para a Biodiversidade em parceria com o Instituto Arapyaú de Educação e Desenvolvimento Sustentável. De maneira inédita, foi efetuada uma análise integrada dos setores mais importantes em termos de ocupação territorial e de exportação: pecuária, soja, cana-de-açúcar e florestas plantadas. Esses setores ocupam mais de 235 milhões de hectares, o que representa 83% da área utilizada por atividades agropecuárias no Brasil.
"O trabalho aponta que o agronegócio é um dos pilares de sustentação da balança comercial positiva brasileira, trazendo divisas para o país", afirma a bióloga Fernanda Marques, da Unidade de Gestão de Programas do Funbio. "Entretanto, é importante torná-lo mais sustentável, reduzindo seus impactos para a biodiversidade e para o meio ambiente, levando em conta ainda as questões sociais". Este foi o objetivo do Focus, que identificou, para cada um dos setores, ações e práticas visando à sustentabilidade. "No caso da soja, por exemplo, uma das grandes recomendações para reduzir o impacto é a utilização da técnica do plantio direto, que traz benefícios para o solo e mantém a biodiversidade e a biomassa", afirma Fernanda. Ela explica que, ao deixar os resíduos da colheita no solo, evita-se a liberação do gás carbônico nele contido, torna mais fácil a infiltração da água e o enriquecimento do solo, entre outros benefícios. O sistema de plantio direto, que diminui os custos da produção e do impacto ambiental, é desenvolvido hoje em cerca de 30% da agricultura da soja no Brasil.
Muita área para pouco gado
O estudo revela uma relação desproporcional entre a extensão territorial que envolve e os ganhos gerados pela pecuária bovina brasileira: são 199 milhões de hectares que abrigam um rebanho de 200 milhões de cabeças de gado. Ou seja, ¾ da ocupação territorial para uma produção que corresponde a menos de 20% do total. "Vários segmentos da cadeia agropecuária têm participado dos debates, desde o pequeno produtor, passando pelo frigorífico, o banco e o varejo, exatamente para discutir e viabilizar formas de produção que reduzam o impacto", ressalta a bióloga.
Uma das conclusões é que a redução das pressões socioambientais depende, em grande parte, de mudanças profundas nas políticas econômicas que orientam a oferta de créditos, de incentivos fiscais e técnicas de aperfeiçoamentos no sistema de produção. "Um dos modelos de produção mais eficientes e menos impactantes é promover a integração lavoura-pecuária, que permite aproveitamento mais intensivo das áreas de cultivo e de pastagens", comenta Fernanda. A ideia é recuperar áreas degradadas de pastagem com o cultivo de grãos, intercalando as duas atividades, reunindo diferentes setores produtivos numa mesma área.
O estudo destacou também que o Brasil já dispõe de técnicas comprovadas e relativamente simples para aumentar a produtividade da pecuária bovina, como o melhoramento genético e de pastagens. O maior empecilho ao desenvolvimento do setor é a inexistência de educação básica no meio rural que apóie a capacitação técnica. Ainda assim, o país é o segundo maior exportador de carne bovina do mundo. Em 2010, exportou 1,8 milhão de toneladas, num total de U$ 4,8 bilhões, um aumento de 16% em relação ao ano anterior.
Fernanda Marques observa que, nesse rodízio, devem ser incluídas também a cana-de-açúcar e a silvicultura. "Soja, cana, silvicultura e pecuária são os grandes representantes do agronegócio. A soja, pela sua relevância na balança comercial – o Brasil é um dos maiores exportadores de soja e o segundo produtor mundial, só superado pelos Estados Unidos. A cana-de-açúcar é uma área estratégica para o etanol, os biocombustíveis em geral, que têm sido a aposta do país há mais de duas décadas. A pecuária também é muito importante, assim como a silvicultura. É um desafio buscar formas de continuar promovendo o desenvolvimento desses setores de maneira sustentável, diminuindo o impacto ambiental. É fundamental conciliar desenvolvimento com preservação. O negócio que não leva em conta questões sociais e ambientais nos dias de hoje não prospera diante das tendências mundiais. É um posicionamento estratégico, o mercado exige, os consumidores demandam".
Mercado
O momento é bom para adquirir um imóvel O imóvel é um investimento palpável, os outros são virtuais ou papéis
O momento atual é propício para a compra de imóveis novos". A afirmação é do economista e vice-presidente do IBEF – Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças, Luiz Roberto Calado, autor do livro Imóveis: seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio. "O cenário mudou em relação ao ano passado, os preços pararam de subir e as construtoras estão oferecendo facilidades para o comprador". Ele ressalta que, para fazer um bom negócio, é preciso ter bem claro qual é o seu objetivo: alugar, investir ou morar.
Se está comprando para alugar como complemento de renda, precisa ver onde tem demanda por aluguel, não olhar pelo menor preço, mas sim pelos locais mais procurados, o que torna mais fácil a locação. Além disso, a nova Lei do Inquilinato trouxe benefícios para quem compra para alugar. De acordo com a pesquisa do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), na capital paulista os aluguéis residenciais novos subiram 2,2% em abril em relação a março e os valores de locação totalizaram um crescimento de 15,82% nos últimos 12 meses. Em abril, o IVL (Índice de Velocidade de Locação), oscilou de 12 a 30 dias para casas vagas serem ocupadas.
Para aqueles que buscam investir, comprar por um preço menor e vender por um preço maior, a recomendação é procurar bem para fazer um bom negócio, lembrando sempre que imóvel como investimento é só complemento de renda e que investir em imóvel comercial e residencial é totalmente diferente. "O investidor gosta de garimpar, de pesquisar sem pressa, diferente da pessoa que precisa da renda do aluguel", esclarece Calado. "Ganho de capital caminha junto com rentabilidade. O preço atual dos imóveis não é empecilho porque temos fontes abundantes de financiamentos".
Se for comprar para morar, este é um bom momento para aproveitar as condições de pagamentos que o mercado está oferecendo. Para que essa compra seja tranquila, Calado acha imprescindível que se faça um planejamento financeiro. "Definir quanto poderá pagar, fazer uma simulação de guardar pelo menos dois meses o valor da parcela do financiamento antes de comprar o imóvel, e dar o máximo que conseguir de entrada para diminuir o valor das parcelas".
Preços estabilizados
Os preços, que ficaram praticamente estagnados na última década, recuperaram o tempo perdido sobretudo entre 2007 e 2010: segundo a Embraesp – Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio, em 2010 os apartamentos novos subiram 34,4% em São Paulo, registrando a maior alta desde 1996. A avaliação, agora, é que já atingiram o limite, devendo acompanhar os índices de inflação. A alta só deve ocorrer em locais muito específicos, onde foi feito algum melhoramento, como uma estação de metrô, por exemplo. Com demanda estável, não há tendência de preços inflacionados.
Calado chama atenção para o fato de que as pessoas, não só no Brasil, sonham em fazer o melhor negócio do mundo. "Somos seduzidos por propostas de investimentos com ganho certo e alto, que muitas vezes estão associados a fraudes financeiras. A melhor maneira de se proteger é buscar mais informações sobre esses produtos, lembrando que não existe ‘almoço grátis’ nem um retorno absurdo sem risco. No caso do imóvel, é possível ir ao cartório e saber a situação do bem e dos antigos donos, se for imóvel usado, ou da construtora e da incorporadora, se for imóvel novo".
Segundo o economista, uma das atratividades do imóvel é o fato de ser palpável, existir. "É algo que se toca, que se vê, há até mesmo uma relação de carinho. É um investimento seguro nesse sentido. Os outros são papéis ou virtuais, não são palpáveis. Contam com dados publicados em revistas ou pela internet".
Ter um imóvel próprio continua sendo o sonho de todo brasileiro. Como investimento também é o preferido. Pesquisa realizada em 12 países pela gestora de recursos Franklin Templeton diz que, na avaliação de 34% dos brasileiros, a melhor opção de investimentos para 2011 é em imóveis. Aponta ainda que 26% acreditam que o mercado imobiliário continuará liderando em performance nos próximos 10 anos. Além disso, 39% das pessoas consultadas declararam que pretendem investir em imóveis em 2011.
Notícias
Riviera de São Lourenço
Coleta seletiva atinge 3,5 mil toneladas
Iniciada em 1993, a coleta seletiva de lixo da Riviera de São Lourenço acaba de bater a marca de 3,5 mil toneladas de residuos coletados, triados e destinados corretamente. Somente na última temporada de verão (janeiro a março de 2011), foram coletados 95.231 kg de materiais, principalmente papel, vidro, metal e plástico.
A coleta seletiva faz parte do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, criado pela Sobloco e operacionalizado pela Sociedade Amigos da Riviera de São Lourenço.
Jornalistas franceses visitam a Riviera Uma equipe do jornal francês Libération, formada pelo jornalista Jacques Denis e pelo fotógrafo Pierre Mérimée, esteve na Riviera em abril. Na pauta, uma reportagem especial sobre condomínios no Brasil. Embora não seja um condomínio fechado, a Riviera foi escolhida pelo pioneirismo de seu plano urbanístico e por suas iniciativas sustentáveis.
Os jornalistas entrevistaram moradores e visitaram as instalações técnicas do empreendimento – Estações de Tratamento de Água e Esgoto, Laboratório de Controle Ambiental, Central e Triagem de Resíduos e a exposição Mundo Sustentável.
A Carta da Terra na Educação Durante todo o ano de 2011, a Sobloco estará promovendo o curso A Carta da Terra na Educação, mais uma iniciativa do Programa Clorofila de Educação Ambiental, desenvolvido pela empresa em Bertioga e dirigido a educadores do município.
No total, são nove encontros, de março a dezembro, com o intuito de dar subsídios aos professores para uma prática pedagógica que leva em conta a sustentabilidade do planeta e os valores da Carta da Terra.
Espaço Ceramica
Hospital São Luiz terá unidade no Espaço Cerâmica
A Rede D´Or anunciou a construção de uma unidade do Hospital São Luiz no Espaço Cerâmica, em São Caetano do Sul. O hospital terá capacidade para atender 20 mil pacientes e realizar mil cirurgias por mês, devendo ficar pronto em 2012. Contará ainda com maternidade, pediatria, 40 consultórios e 150 leitos.
Patrimônio histórico Os últimos trabalhos para restauração do antigo forno da Cerâmica São Caetano, que foi preservado no empreendimento da Sobloco Espaço Cerâmica em São Caetano do Sul, já foram concluídos.
O forno recebeu iluminação especial para valorizar suas curvas e arquitetura. Da mesma forma, o piso interno confere grande charme ao antigo forno, pois foi totalmente executado em cerâmica em um formato radial. Neste local, serão feitas exposições e eventos de interesse da comunidade.
Sobloco
Prêmio Marketing Best Sustentabilidade
A Sobloco foi uma das 649 empresas/organizações indicadas ao 10º Prêmio Marketing Best Sustentabilidade. A indicação é feita por mais de 1.500 marketing experts em todo o país, que elegeram as marcas que, na opinião deles, merecem concorrer ao prêmio em 2011.
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